34º Dia

O Reflexo do Milagre

 “Por causa dos milagres que os apóstolos faziam, as pessoas punham os doentes nas ruas, em camas e esteiras. Faziam isso para que, quando Pedro passasse, pelo menos a sua sombra cobrisse alguns deles.” Atos 5.15

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Quando somo alçados à dimensão do milagre, passamos a refletir em nossa existência a força e o poder desta dimensão.

            Vejam só o que aconteceu com o inseguro e falastrão pescador da Galileia, a dimensão do milagre se tornou tão palpável e real em sua vida, que até a sua sombra refletia este mover.

            Não há limites para quem entra neste mover, mas há um preço a se pagar e uma jornada a se completar, o encargo do milagre traz consigo o custo do sobrenatural, que se por um lado é extremamente vantajoso, por outro exige de seu agente uma entrega total e absoluta, o milagre não faz concessões, ou vivemos dentro dele, ou estamos fora.

            Este custo do milagre pode ser identificado com o temor e tremor que o apostolo Paulo fala, ou com as dores de parto, das quais o mesmo apostolo fala, ou ainda como diz a Prª Lourdes Stefan, “orar cansa”.

            O encargo do milagre traz um gozo do céu, uma antecipação da eternidade para o tempo presente, mas este peso de glória traz fardo de ter que transitar entre duas dimensões, a natural e a sobrenatural, e a ter uma compreensão maior de nossas próprias fraquezas.

            O reflexo do milagre é a glória de Deus sendo emitida sobre nós, e traz a manifestação da graça eterna, mas também realça nossas limitações, talvez por isso o homem cuja sombra podia curar as pessoas tenha dito: - Para onde iremos, só tu tens as palavras de vida eterna. Pedro, apesar de carregar em si o milagre, sabia que seu lugar de proteção era no Senhor.